As manifestações ocorridas durante o Dia da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro, geraram discussões na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) na reunião plenária realizada nesta terça-feira (8). Os parlamentares abordaram a defesa da soberania nacional, além dos PROTESTOS direcionados ao presidente Lula e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado João Paulo, do PT, destacou sua participação na 32ª edição do Grito dos Excluídos, realizada no Recife. Ele enfatizou a necessidade de fortalecer a luta pela soberania nacional, que, segundo suas palavras, encontra-se ameaçada. João Paulo também ressaltou a importância da garantia de direitos, da democracia e da melhoria das condições de vida da população. Embora tenha reconhecido os avanços na geração de empregos e no combate à fome, ele apontou os desafios que ainda persistem, como desigualdade, moradia e violência contra as mulheres.
Em sua fala, João Paulo sublinhou a relevância de fortalecer políticas públicas e a necessidade de acabar com a escala 6×1 de trabalho. “Um país só é verdadeiramente livre quando o seu povo também é livre. A soberania precisa chegar à vida cotidiana do povo”, afirmou.
O Coronel Alberto Feitosa, do PL, também comentou sobre os atos de 7 de setembro, focando nos PROTESTOS contra o presidente Lula e os ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Ele criticou a corrupção e a insegurança, mencionando escândalos associados ao Banco Master e ao INSS. Feitosa expressou preocupação com a situação econômica do país, afirmando que muitas pessoas estão enfrentando dificuldades para obter alimentos, destacando que os preços nos supermercados estão altos.
O debate sobre questões ambientais ganhou destaque quando João Paulo voltou à tribuna para questionar a aprovação do novo plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe. Aprovado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o novo zoneamento classifica 89,86% do território, que abrange mais de 1 milhão de hectares, como zona de produção, permitindo a exploração para o agronegócio.
O deputado expressou sua preocupação com essa decisão, que impacta os estados de Pernambuco, Ceará e Piauí. “Quando um plano de manejo libera quase nove em cada dez hectares de uma área de proteção ambiental para grandes empreendimentos, é necessário questionar o que ainda está sendo protegido”, criticou, demandando maior transparência nos critérios utilizados.