O economista Adolfo Sachsida, que foi ministro no governo de Jair Bolsonaro e atualmente compõe a equipe econômica do senador Flávio Bolsonaro, destacou nesta segunda-feira (14.set.2026) a necessidade de implementar reformas econômicas logo no início de um possível governo de Flávio. Em um seminário promovido pela Esfera Brasil em São Paulo, Sachsida enfatizou que a equipe planeja reduzir impostos e revisar a política fiscal como suas primeiras medidas.
Durante sua apresentação, Sachsida foi questionado sobre o tempo que a economia levaria para apresentar sinais positivos após as reformas propostas. Ele respondeu de forma clara que espera essa melhora em um prazo de 18 meses. O economista também comparou os indicadores fiscais dos governos anteriores, mencionando que, entre 2019 e 2022, a dívida pública caiu de 75,3% para 71,7% do PIB, enquanto os gastos do governo diminuíram de 19,4% para 18% do PIB.
Sachsida atribuiu essa melhora a fatores como a pandemia, a guerra na Rússia e a crise hídrica, além de mencionar a ampliação do Bolsa Família, que passou de R$ 180 para R$ 600. Ele avaliou que o cenário mudou com o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, destacando o aumento da dívida e dos juros, além de prejuízos nas estatais.
Entre as propostas para um futuro governo de Flávio Bolsonaro, Sachsida mencionou a intenção de reduzir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aos níveis de 2022 e extinguir o imposto sobre a exportação de petróleo. Ele afirmou que a redução do IOF é crucial, pois atualmente impacta negativamente os 81 milhões de brasileiros inadimplentes que buscam renegociar dívidas.
Sachsida reiterou o compromisso de acabar com o imposto de exportação de petróleo, conforme anunciado pelo senador em suas redes sociais. Ele ressaltou a importância de valorizar os investimentos no Brasil, destacando que a entrada de empresas no país representa bilhões de dólares em novos investimentos.
O seminário contou com a participação de diversas personalidades, incluindo representantes do setor público e privado, que discutiram temas relevantes para a economia e a infraestrutura do Brasil.