O Brasil enfrentou um déficit de US$ 8,1 bilhões nas contas externas em julho, conforme revelado pelo Banco Central (BC). No mesmo mês do ano anterior, em 2025, o déficit foi de US$ 6,9 bilhões. No total, o acumulado do período de janeiro a julho chega a US$ 35,9 bilhões.
As contas externas, também conhecidas como transações correntes, são um importante indicador das movimentações financeiras do Brasil. Esse resultado é composto pelo balanço de pagamentos, que inclui a compra e venda de mercadorias, a balança de serviços e as transferências unilaterais. Um déficit indica que o país enviou mais recursos ao exterior do que recebeu, enquanto um superávit significa o contrário.
Em 2025, o saldo negativo das contas externas foi de aproximadamente US$ 68,82 bilhões, representando 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB). Para realizar o cálculo mensal das transações correntes, o Banco Central considera a balança comercial, que é a diferença entre os valores de importações e exportações, além dos serviços e movimentações de renda para outros países.
Nos últimos 12 meses até julho, as transações correntes apresentaram um déficit de US$ 62,9 bilhões, valor que supera o registrado no mesmo período do ano anterior, que foi de US$ 61,7 bilhões. Esses dados evidenciam que o Brasil continua gastando mais do que recebe do exterior.
A balança comercial foi superavitária em julho, com um saldo de US$ 6,2 bilhões, enquanto no mesmo mês de 2025, o superávit foi de US$ 6,4 bilhões. As exportações em julho totalizaram US$ 34,2 bilhões, o que representa um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior, enquanto as importações somaram US$ 28,1 bilhões, apresentando um crescimento de 8,1%.
Os investimentos diretos no Brasil (IDP) também mostraram uma queda em comparação ao mesmo mês do ano passado. No mês de julho, o valor registrado foi de US$ 7,5 bilhões, inferior aos US$ 8,4 bilhões contabilizados em 2025. No total acumulado de 12 meses até julho, o IDP atingiu US$ 88,4 bilhões, equivalente a 3,50% do PIB, em comparação aos US$ 89,3 bilhões (3,58% do PIB) em junho e aos US$ 68,3 bilhões (3,16% do PIB) no mesmo mês do ano anterior.