A falta de água no interior de Pernambuco e os efeitos da seca dominaram a reunião plenária desta quarta-feira (4), quando os deputados estaduais também aprovaram a autorização para o Governo do Estado contratar um empréstimo de até R$ 1,9 bilhão com instituições financeiras nacionais. Os recursos serão aplicados em projetos de recursos hídricos, estradas, reformas de hospitais e construção de escolas.
Doriel Barros (PT) pediu à governadora Raquel Lyra a criação de um plano emergencial para enfrentar os impactos do El Niño no estado, citando enchentes e secas. Ele defendeu assistência aos agricultores afetados pela falta de água e sugeriu que o Governo de Pernambuco isente o ICMS sobre o milho, medida que beneficiaria produtores rurais e a cadeia produtiva do grão. O parlamentar também comemorou a vitória dos democratas sobre os republicanos nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, avaliando que o resultado enfraquece a aliança entre o bolsonarismo e Donald Trump.
Fabrizio Ferraz (Podemos) relatou a crise no abastecimento que atinge municípios do Sertão, especialmente Floresta. Segundo ele, moradores de bairros como DNER e Três Marias estão sem água há três meses, e nesta quarta houve protestos contra o desabastecimento. Ferraz afirmou ter contatado a Presidência da COMPESA e recebido a informação de que uma bomba de captação foi trocada por outra de maior vazão e que a lentidão na estação de tratamento está sendo resolvida, com previsão de normalização em até 15 dias.
Débora Almeida (PSD) celebrou a aprovação, em primeira e segunda discussões, do projeto de lei complementar de sua autoria que desburocratiza as emendas de transferência especial, as emendas pix. A proposta dispensa a apresentação de projeto de engenharia e de licença prévia ambiental para facilitar a execução de obras estruturantes. A deputada, que foi prefeita de São Bento do Una, destacou ainda obras do Governo do Estado no Agreste Central e Meridional, como a barragem de São Bento do Una, a adutora do Agreste e a requalificação da PE-193.
Renato Antunes (Novo) criticou o que chamou de balcão de negócios no Congresso Nacional na negociação por cargos das mesas diretoras. Ele comparou o modelo brasileiro ao dos Estados Unidos, defendeu a autonomia do Legislativo e cobrou respeito ao Congresso eleito majoritariamente de oposição ao presidente Lula. O empréstimo aprovado em plenário já havia passado pela Comissão de Justiça.