Um grupo de deputados federais encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de medidas de proteção para a lobista Roberta Luchsinger e duas de suas filhas. O documento foi enviado em 17 de outubro de 2026 ao ministro André Mendonça e também requer a análise de medidas protetivas de urgência contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ofício leva as assinaturas de Sanderson (PL-RS), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Zucco (PL-RS) e Bia Kicis (PL-DF). Os parlamentares solicitam a apuração de relatos de ameaças e uma avaliação urgente do risco à integridade física e psicológica da empresária e de suas filhas. A iniciativa foi apresentada após Luchsinger declarar, em entrevista à CNN Brasil, temer pela própria segurança e de sua família. "Se algo acontecer comigo ou com as minhas filhas, a culpa é do Lula", afirmou.
Os congressistas pedem que a Procuradoria Geral da República encaminhe à autoridade judicial competente o pedido de medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha. Entre as providências solicitadas estão a proibição de aproximação e de contato com Luchsinger, seus familiares e testemunhas relacionadas aos fatos. O requerimento também pede a análise da inclusão da empresária no Provita, Programa Federal de assistência a vítimas e Testemunhas Ameaçadas, condicionada ao cumprimento dos requisitos legais e à avaliação das autoridades responsáveis. A proteção deve ser estendida às filhas, uma delas menor de idade.
Roberta Luchsinger é investigada em apurações que envolvem suspeitas de tráfico de influência e possíveis irregularidades relativas a negócios com órgãos federais. Em entrevista à CNN Brasil, ela declarou que pretende firmar acordo de delação e que não poupará pessoas eventualmente envolvidas nos fatos.
O ofício afirma que as declarações públicas justificam a apuração das circunstâncias relatadas, mas ressalta que não constituem prova de responsabilidade de Lula ou de qualquer outra pessoa por eventuais ameaças. Os congressistas pedem que as autoridades avaliem a necessidade de medidas de segurança, como proteção residencial e escolta, caso sejam identificados riscos.