Na terça-feira, 22 de setembro de 2026, o Flamengo divulgou um comunicado em nome do futebol brasileiro, onde reafirma a importância da manutenção de um mercado regulado de apostas. O clube pede ao Governo Federal que intensifique o combate ao jogo ilegal, sem promover o que considera um "desmonte" do setor legalizado.
A declaração foi emitida após a divulgação de um manifesto por vários clubes brasileiros, incluindo o Flamengo, que se opõem à possibilidade de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publique uma Medida Provisória (MP) alterando a regulamentação das apostas e dos jogos online. O documento ressalta que qualquer PROIBIÇÃO ou interrupção repentina do mercado pode comprometer acordos já estabelecidos e causar um desequilíbrio financeiro significativo nas instituições, impactando diretamente a sustentabilidade do futebol nacional.
O texto destaca que o Brasil passou por um extenso processo legislativo antes de regulamentar as apostas, com deliberações e aprovações realizadas pelo Congresso Nacional. Com a criação desse ambiente regulatório, clubes e representantes do futebol firmaram contratos de patrocínio de longo prazo, assumindo compromissos financeiros e tomando decisões sobre contratações de atletas.
Além disso, o documento alerta que alterações na regulamentação devem considerar seus impactos práticos, incluindo o risco de que a atividade seja deslocada para operadores ilegais, que são menos controláveis pelo Estado. O futebol brasileiro se opõe à ideia de substituir o enfrentamento da ilegalidade por uma restrição ao mercado que foi legalizado e regulado pelo próprio governo.
"O que o futebol entende como inadequado é substituir o enfrentamento da ilegalidade pela restrição abrupta de um mercado que foi legalizado, regulado e tributado pelo próprio Estado", afirma o texto.
O comunicado também aborda a saúde financeira e emocional dos apostadores, uma crítica frequente do governo ao tema. O futebol argumenta que é possível proteger a população e manter o mercado regulado simultaneamente. "É possível e necessário fazer as duas coisas: combater o jogo ilegal, aprimorar a fiscalização, fortalecer mecanismos de prevenção, ampliar a informação ao consumidor e garantir atenção e tratamento para pessoas que desenvolvam comportamento de jogo problemático", diz o documento.