Embora o nome de Lulinha tenha surgido em investigações relacionadas à Operação Sem Desconto, que apura fraudes contra beneficiários do INSS, a defesa ressalta que ele não é alvo de investigações ou acusações formais. Os advogados argumentam que a mera menção a seu nome não justifica apresentá-lo como suspeito.
Em sua defesa, Flávio Bolsonaro afirma que a menção ao nome de Lulinha fornece base para a crítica expressa no vídeo, mesmo que ele não seja formalmente acusado de envolvimento nas fraudes. Os advogados sustentam que a existência de fatos públicos e verificáveis, como a citação do nome em um procedimento oficial, permite a crítica política, ainda que esta seja considerada exagerada ou contundente.
A defesa de Flávio também destaca que o vídeo utiliza uma linguagem humorística, apresentando uma missão militar fictícia e outros elementos de ficção. Além disso, os advogados enfatizam que o vídeo contém um aviso claro: “Este vídeo contém sátira, ficção e elementos de áudio e vídeo gerados por IA”, deixando evidente que as imagens não representam uma situação real.
Flávio Bolsonaro acusa os advogados de Lulinha de apresentarem uma imagem incompleta do vídeo. O trecho mostrado na ação exibe o filho do presidente em um sofá jogando videogame, sem incluir o aviso sobre a sátira e o uso de inteligência artificial, que está presente no material original.
Por fim, a defesa do candidato do PL à Presidência argumenta que a remoção do conteúdo antes do julgamento poderia configurar censura prévia. Segundo eles, a jurisprudência constitucional brasileira não aceita a supressão de conteúdos satíricos ou humorísticos, mesmo que a crítica seja considerada desconfortável ou politicamente incorreta.