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Fornecedora de campanha de MARIO FRIAS tem ligação com ex-diretora da Cultura

Empresa ligada a Jessika Helen dos Santos recebeu R$ 80 mil da campanha do deputado federal MARIO FRIAS, além de R$ 115 mil da...

Uma empresa ligada a uma ex-diretora da Secretaria Especial da Cultura durante a gestão de MARIO FRIAS (PL-SP) está entre os fornecedores da campanha do deputado federal neste ano. A Estratégia Comunicações Ltda., vinculada a Jessika Helen dos Santos, recebeu R$ 80 mil da campanha para serviços de comunicação e marketing prestados entre agosto e outubro, conforme o ranking de fornecedores do Tribunal Superior Eleitoral.

A mesma empresa também recebeu R$ 115 mil diretamente da conta-corrente do deputado, segundo dados da Polícia Federal, em transferências feitas entre abril de 2025 e abril de 2026. Além disso, obteve R$ 775 mil em cotas parlamentares de MARIO FRIAS e de outros deputados do PL que tentaram a reeleição. Durante o atual mandato, a firma recebeu R$ 360,9 mil de cota parlamentar do congressista sob a rubrica de serviços de divulgação de atividade parlamentar.

A Polícia Federal investiga o deputado por suposto envolvimento em um esquema de desvio e lavagem de dinheiro. A corporação aponta movimentação de valores por secretários, parentes, pessoas próximas e advogados em mais de uma frente, incluindo doações de campanha e prestação de serviços. Em 10 de setembro, MARIO FRIAS e a Estratégia Comunicações Ltda. foram alvos de busca e apreensão em investigação sobre possível organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e peculato.

Jessika Helen dos Santos foi nomeada em 2021 para o cargo de diretora na Secretaria Especial da Cultura, sob MARIO FRIAS, que chefiou o órgão de junho de 2020 a março de 2022. Ela foi sócia-administradora da Estratégia Comunicações Ltda., aberta em janeiro de 2023, e permaneceu no cargo em comissão até junho de 2022. Em setembro, transferiu a empresa para Paulo Henrique Brunetti Cruz, atualmente único sócio e advogado da secretária parlamentar. A empresa teve o direito de licitar e contratar com o poder público suspenso por decisão de setembro do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.

Entre os doadores de campanha, dois assessores do deputado são os únicos que constam nos dados da Justiça Eleitoral, além das direções nacional e estadual do PL. A direção nacional doou R$ 2,7 milhões, e o diretório estadual de São Paulo, R$ 12,4 mil. O assessor Diego Garcia Ramos doou R$ 6.000 e recebeu R$ 5.854,06 do político entre abril de 2025 e abril de 2026, segundo a PF. Seu cunhado, Paulo Sergio Ramos Merli Junior, recebeu R$ 82,5 mil no mesmo período e obteve R$ 153,7 mil em transferências de cota parlamentar pelo aluguel de um escritório de apoio em Limeira (SP). A assessora Rareska Metsker doou R$ 2.500 à campanha. A deputada Roberta Roma afirmou que os R$ 144 mil mencionados foram destinados à contratação de serviços de comunicação efetivamente prestados, sem irregularidade. O deputado Marcos Pollon declarou que a empresa prestou serviço pontual em janeiro de 2025 e que os pagamentos estão documentados, sem associação de seu mandato às condutas investigadas.

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