Além de comemorar a decisão, Gilmar Mendes criticou o vazamento de informações e a condução do inquérito sob a responsabilidade do ministro André Mendonça. O ministro também se referiu ao afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, como sendo “desproporcional”.
Segundo Gilmar, a reversão do afastamento de Rodrigues foi crucial para evitar danos maiores que poderiam advir de “decisões individuais de enorme alcance, tomadas de afogadilho na fase de investigação”. O ministro reiterou a importância de estender o juiz de garantias ao STF e expressou solidariedade tanto a Gonet quanto a Andrei Rodrigues.
Gilmar Mendes declarou: “A Paulo Gonet, reafirmo minha solidariedade. A decisão de ontem apenas confirmou a lisura de um homem íntegro, que dedicou a vida ao país e às instituições. Registro também minha solidariedade ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, delegado de carreira com mais de 20 anos de serviços prestados ao país na área de segurança pública”.
Em uma nota completa, o ministro reiterou: “A decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal, ontem, confirma o que já se sabia. Nada…”.
A situação do procurador-geral ganhou novos contornos recentemente, quando uma foto dele com o ex-banqueiro Vorcaro foi divulgada. A imagem, que mostra Gonet em um evento no Reino Unido, foi enviada ao ex-advogado do Banco Master, Ciro Soares, em 19 de junho de 2025, e acompanhada da mensagem: “PG me mandou”, referindo-se a Paulo Gonet. A autenticidade da foto foi confirmada pela Procuradoria Geral da República.
Na apuração, Gonet afirmou que a foto foi tirada em abril de 2024 e ressaltou que manteve apenas um encontro com Vorcaro, em uma reunião que contou com a presença de outras autoridades. “O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024”, afirmou Gonet durante a sessão do Supremo em 15 de setembro.