O Governo de Pernambuco deu início, nesta sexta-feira (4), ao monitoramento científico de tubarões na Região Metropolitana do Recife, após um intervalo de 11 anos sem atividades na área. A ação é coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (Semas) em parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), por meio do Projeto Ecotuba.
Este projeto, com duração estimada de 24 meses, visa aprofundar o conhecimento sobre a presença, distribuição e comportamento dos tubarões no litoral de Pernambuco. Os dados coletados serão fundamentais para a implementação de estratégias de manejo, conservação e segurança aquática, além de auxiliar na prevenção de incidentes.
Gustavo Pereira, secretário em exercício da Semas, destacou a importância do monitoramento para a proteção do Meio Ambiente e segurança da população. "Investir em ciência e ampliar o conhecimento sobre os tubarões é vital para fortalecer as iniciativas de conservação e desenvolver estratégias mais eficazes para o litoral pernambucano", afirmou.
A expectativa é que até 50 tubarões sejam marcados ao longo dos dois anos de pesquisa, com um investimento total de R$ 2,052 milhões. Desse montante, R$ 1,052 milhão é oriundo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (Secti), através da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), enquanto R$ 1 milhão é proveniente do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema). As primeiras expedições do projeto estão programadas para acontecer até a próxima terça-feira (8).
Danise Alves, secretária executiva do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), informou que a atividade inicial teve um caráter experimental. "O que realizamos hoje foi uma saída piloto para testarmos os equipamentos, a embarcação e a metodologia do projeto. A partir dessa experiência, poderemos fazer os ajustes necessários para as próximas expedições", explicou.
Paulo Oliveira, professor e pesquisador do Ecotuba, ressaltou que a retomada do monitoramento permitirá um melhor entendimento sobre a ecologia e biologia dos tubarões. "O objetivo é adquirir conhecimentos que possam ajudar a mitigar os incidentes envolvendo tubarões e seres humanos", comentou.