O candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), manifestou críticas ao recente fim da chamada "taxa das blusinhas", que incide sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas como Shein e Shopee. A declaração de Zema ocorreu nesta sexta-feira (4/9), após a aprovação da Medida Provisória n° 1.357/2026 pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados, que eliminou o piso de 20% do Imposto de Importação para essas encomendas.
Zema argumentou que a decisão prejudica o comércio nacional, favorecendo empresas estrangeiras em detrimento do mercado local. Ele afirmou que essa mudança incentiva o fechamento de lojas e e-commerces brasileiros, sugerindo que os comerciantes locais podem optar por abrir negócios fora do país para atender ao consumidor brasileiro. "Está compensando você fechar a sua loja aqui, o seu e-commerce, abrir em outro país e vender para o brasileiro", ressaltou o candidato.
Com a nova regulamentação, o Ministério da Fazenda também poderá reduzir a alíquota para compras de até US$ 3 mil para até 30%. Anteriormente, a legislação previa uma alíquota de 20% para a primeira faixa de importação e de 60% para a segunda faixa. Zema expressou sua insatisfação com a falta de compensações para os vendedores que operam no Brasil, afirmando que a medida deveria incluir benefícios para aqueles que pagam impostos e geram empregos no país.
Durante um encontro com representantes da União Santa Ifigênia, que reúne empresários do setor varejista em São Paulo, Zema reiterou sua posição: "Eu queria que ela fosse estendida para quem vende aqui no Brasil. Sou favorável, mas deveria estender para quem gera imposto, para quem paga imposto aqui, para quem gera emprego. O Brasil está no caminho errado. Não é à toa que temos aí recorde de recuperações judiciais e falências".
A crítica de Zema reflete uma preocupação mais ampla com a sustentabilidade do comércio local diante de práticas que favorecem importações sem a devida contrapartida para os empresários brasileiros. O candidato enfatizou a importância de proteger o mercado nacional e garantir condições justas para a concorrência entre empresas brasileiras e estrangeiras.