Na última segunda-feira (31/8), o governo federal apresentou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente ao ano de 2027. A proposta inclui um aumento de R$ 38,7 bilhões nas despesas discricionárias, que abrangem os gastos com investimentos públicos.
Os recursos adicionais destinados a esse orçamento visam fortalecer obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos e a implementação de projetos considerados prioritários pela equipe econômica. A ampliação dos investimentos se alinha com a estratégia de expansão da capacidade produtiva do país, englobando áreas como rodovias, habitação e energia.
Este aumento de despesas está em conformidade com os limites impostos pelo arcabouço fiscal, que permite um crescimento real das despesas de até 2,5% anualmente, dependendo do desempenho das receitas governamentais. Para garantir esse aumento, a equipe econômica também fez ajustes nas despesas obrigatórias, reduzindo-as de 17,5% para 17,3% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Com essa readequação, a despesa primária também sofreu uma diminuição, passando de 92,4% para 91,7% do PIB. As principais reduções nas despesas obrigatórias ocorreram nas áreas de benefícios previdenciários, controle de fluxo e sentenças judiciais.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) é fundamental, pois estabelece as receitas e despesas do governo para o exercício seguinte. O texto é elaborado com base nas diretrizes da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e deve ser enviado ao Congresso até o dia 31 de agosto, com a expectativa de ser votado até o final do ano.