O Peru anunciou neste sábado (5.set.2026) a declaração de estado de emergência em cinco presídios de segurança máxima. A medida, que terá duração de 60 dias, permite que forças policiais e militares assumam o controle das instalações prisionais para combater as organizações criminosas que operam no país.
Segundo informações do governo, essas unidades prisionais abrigam aproximadamente 50% dos detentos ligados a atividades criminosas. A ação foi determinada pela administração da presidente Keiko Fujimori, do partido Força Popular, em um contexto de crescente violência no país.
Com a implementação do decreto, as forças armadas e a polícia estarão autorizadas a controlar o espaço aéreo e o espectro eletromagnético ao redor das prisões, visando assegurar a segurança das operações. A ação acontece após um incidente grave no qual quatro pessoas foram mortas e um empresário sequestrado por homens armados que se passaram por policiais, no norte do Peru.
Além disso, o governo peruano solicitou ao Congresso a concessão de poderes legislativos por 120 dias para classificar as organizações criminosas como “terroristas”. Contudo, essa solicitação encontra resistência da oposição, que apresentou objeções ao pedido.
A medida reflete a urgência do governo em lidar com a escalada da violência e a complexidade das organizações criminosas que desafiam a segurança pública no Peru. O aumento das atividades criminosas dentro e fora dos presídios tem gerado preocupações sobre a eficácia das políticas de segurança no país.