A Honda anunciou na quinta-feira (5.nov.2026) um aporte de R$ 3,3 bilhões no Brasil até 2030. O dinheiro será aplicado na expansão da fábrica de motocicletas da empresa em Manaus (AM), com a construção de duas novas unidades produtivas e o aumento da capacidade para 2,3 milhões de unidades por ano a partir de 2029.
O anúncio ocorreu durante cerimônia na capital do Amazonas que marcou os 50 anos de produção de motocicletas da Honda no Brasil. O novo investimento se soma aos R$ 1,6 bilhão divulgados pela fabricante em 2025. Segundo a empresa, o objetivo é atender ao crescimento da demanda por motocicletas no mercado brasileiro, com foco nas motos de baixa cilindrada, as mais usadas para trabalho no país.
O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Lúcio Flávio Morais de Oliveira, afirmou que o setor vive um momento de expansão desde a pandemia do coronavírus, impulsionado pelos mercados de entrega por aplicativo. Ele também destacou que o segmento de baixa cilindrada tem maior valor agregado para a indústria porque quase toda a produção de peças e componentes é feita no Brasil, enquanto as motos de maior cilindrada utilizam produtos importados.
As duas novas unidades serão erguidas dentro do complexo industrial da Honda em Manaus, cada uma com linha própria de montagem e outros processos fabris. Atualmente, a fábrica opera quatro linhas de montagem distribuídas em duas unidades produtivas. A expansão prevê a criação de 2.000 postos de trabalho para acompanhar o aumento da produção.
A produção de motocicletas da Honda no Brasil começou em 1976. Em cinco décadas, a fábrica de Manaus acumulou mais de 33 milhões de unidades produzidas e se tornou a principal operação de motocicletas do grupo no país. Hoje, a unidade fabrica cerca de 7.200 motos por dia, em 20 modelos com cilindradas entre 110 e 1.100, e emprega 9.200 funcionários diretos. A operação brasileira exporta para 19 países, entre eles Estados Unidos, Austrália e México, mantém mais de 1.200 pontos de venda e trabalha com mais de 120 fornecedores diretos no país.