A recente pesquisa Quest aponta para um aumento na popularidade do Presidente Lula, impulsionado pela redução da inflação, especialmente no setor de alimentos. Este cenário não apenas beneficia o governo, mas também representa um alívio para a população.
A inflação, historicamente, tem sido um fator de instabilidade para governos, e seu impacto é amplificado quando atinge os preços dos alimentos e bebidas. Em um país como o Brasil, líder na produção de grãos e proteína animal, a queda da inflação nesse setor pode ter um efeito significativo na percepção pública.
Apesar da imagem do Brasil como um celeiro do mundo, impulsionada pelo agronegócio com forte presença exportadora, há uma crescente expectativa de que o país priorize o abastecimento interno. A população demonstra cada vez menos tolerância à ideia de alimentar o mundo enquanto enfrenta dificuldades para acessar itens básicos.
Dados recentes do IBGE já indicavam uma queda nos preços de alimentos e bebidas em diversas capitais, com destaque para a batata-inglesa, cebola e arroz. Essa tendência de queda ou estabilização de preços, observada também em outros produtos como ovos e frutas, impacta diretamente o poder de compra da população e se reflete na avaliação do governo.
A expectativa de uma grande safra de arroz e feijão para 2025 contribui para a perspectiva de preços mais estáveis, aliviando o orçamento das famílias. No setor de proteína animal, a tendência é de manutenção dos preços, com o frango no atacado apresentando estabilidade e a carne bovina atingindo sua menor cotação do ano em julho.
A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2025 é estimada em 340,5 milhões de toneladas, um aumento de 16,3% em relação a 2024. Esse potencial agrícola do país permite um aumento significativo na produção com um acréscimo relativamente pequeno na área plantada, contribuindo para o controle da inflação dos alimentos.
Em 2022, a inflação de alimentos atingiu 11,64%, impactando principalmente as camadas de renda mais baixa, chegando a 29,0% para a população de renda muito baixa. Esse cenário influenciou o discurso político, com o governo da época tentando intervir nos preços dos combustíveis para mitigar a percepção de perda de poder aquisitivo.