O caso de Ailton Rodrigues de Souza, acusado de sequestrar e agredir sua ex-esposa, Emiliane Tamara Nunes Carvalho, em Águas Lindas (GO), foi classificado como um dos mais graves nos últimos anos pelo promotor do Ministério Público de Goiás (MPGO), Luís Gustavo. A declaração ocorreu durante a audiência de custódia realizada no último sábado (22/8).
O promotor ressaltou a gravidade e a maldade do crime, que envolveu diversos tipos de violência, incluindo cárcere privado e estupro de vulnerável. Ele expressou preocupação com os danos físicos e psicológicos que a vítima sofreu, destacando a complexidade da situação. "Aqui são diversos crimes, crimes de cárcere privado, crime de estupro de vulnerável, crimes do estatuto do desarmamento, ameaça, uma situação que realmente nos causa preocupação, comoção e perplexidade", afirmou.
Luís Gustavo também mencionou que a vítima havia solicitado medidas protetivas contra o ex-companheiro, porém os pedidos foram negados pelo Poder Judiciário. "Olha o escalonamento desses atos de violência. Segundo consta, a vítima teria ficado em cárcere privado por aproximadamente cinco dias, do dia 17 de agosto ao dia 21 de agosto, amarrada, amordaçada, com utilização de substâncias químicas para que a vítima fosse sedada, sendo submetida a agressões físicas e a violências sexuais", explicou o promotor.
Emiliane foi resgatada na última sexta-feira (21/8) por policiais militares. Ela havia saído de casa para uma consulta médica e não retornou. O último registro dela foi em uma clínica na região da Morada da Serra, onde utilizou um mototáxi. Após deixar o estabelecimento, a jovem foi sequestrada por Ailton, que a manteve sedada em um cativeiro.
A equipe da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste localizou Emiliane após abordar Ailton em via pública. O homem também era considerado desaparecido desde terça-feira (18/8). Durante a abordagem, ele tentou fugir, mas foi preso. Com a análise de endereços vinculados ao suspeito, os policiais conseguiram encontrar o local onde a vítima estava sendo mantida em cárcere.
No cativeiro, as autoridades apreenderam um veículo, uma arma de fogo, algemas, cordas, correntes e sedativos. O caso está sob investigação da Polícia Civil de Goiás, que segue apurando os detalhes da ocorrência.