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Inovação transforma grãos de feijão em nova fonte de proteína para a indústria alimentícia

Pesquisadores da PBIS desenvolvem proteína concentrada a partir de grãos quebrados de feijão carioca, promovendo sustentabilidade e valorização de subprodutos agrícolas....

O feijão carioca, o tipo mais consumido no Brasil, está prestes a ser incorporado de maneira inovadora na indústria alimentícia, transformando-se em um novo ingrediente proteico. Essa mudança se deve ao desenvolvimento de uma proteína concentrada a partir da "bandinha", ou seja, os grãos quebrados que sobram durante o PROCESSO de beneficiamento da leguminosa.

A iniciativa é resultado do trabalho de cientistas da Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis (PBIS), localizada no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas, São Paulo. A equipe do projeto destaca que essa inovação não apenas valoriza um subproduto agrícola, mas também visa diminuir a dependência do Brasil em relação às proteínas vegetais de soja e ervilha, que atualmente são majoritariamente importadas.

Mitie Sonia Sadahira, coordenadora do projeto e pesquisadora do Ital, mencionou que o foco foi obter uma proteína de uma fonte vegetal brasileira, considerando que o Brasil é um grande produtor de feijão carioca. A ideia é transformar essa leguminosa em um ingrediente proteico que possa ser amplamente utilizado pela indústria alimentícia.

A PBIS foi criada em 2021 com o suporte da Fapesp, através do programa Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs). A plataforma conta com a participação do Ital, da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além de nove empresas do setor alimentício e da Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia. O objetivo é desenvolver Ingredientes Saudáveis e sustentáveis, utilizando matérias-primas nacionais, como o feijão.

O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de produção de feijão, com a variedade carioca representando aproximadamente 54% de uma produção anual de três milhões de toneladas. O PROCESSO de beneficiamento, no entanto, gera entre 1% e 5% de grãos partidos, que são considerados "bandinhas" e perdem valor comercial.

Isabela Emiliorelli, pesquisadora do Ital e envolvida no projeto, comentou sobre a ideia de agregar valor a esse coproduto, mostrando um caminho para a valorização de um resíduo agrícola.

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