O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL-RJ, insinuando que ele estaria vinculado ao crime organizado e a milicianos. A declaração foi feita nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, durante uma visita às obras da BR-116, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.
Em seu discurso, Lula elogiou a gestão do governador interino do Rio, Ricardo Couto, e fez referência a Flávio Bolsonaro, embora não tenha mencionado o nome do senador diretamente. "O cara que é eleito, que fica assumindo compromisso com criminoso, fazendo compromisso com o crime organizado, fazendo compromisso com miliciano, entregando medalha de honra para assassino", afirmou o presidente.
A expressão "medalha de honra a assassino" mencionada por Lula refere-se à condecoração dada em 2005 a Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), que foi acusado de integrar uma milícia. A proposta para conceder a medalha foi apresentada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro.
Além disso, Flávio já havia prestado homenagens a Nóbrega em 2003 e 2004. Essa não é a primeira vez que Lula ou sua campanha fazem associações entre o senador e o crime organizado. Em 28 de agosto, o PT lançou uma propaganda eleitoral que menciona a ligação de Flávio com Adriano da Nóbrega.
No dia 18 de setembro, Lula afirmou que um candidato à Presidência estaria ligado à milícia do Rio de Janeiro há anos, sem citar o rival nominalmente. Na mesma quinta-feira, 24 de setembro, a campanha do presidente publicou um novo vídeo que relaciona Flávio Bolsonaro ao crime organizado e a um miliciano ligado ao assassinato da vereadora Marielle Franco.