O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou em contato por telefone com a advogada Fernanda Klitzke (PT-SC), que sofreu agressões da Polícia Militar em Jaraguá do Sul (SC) durante uma abordagem. A conversa aconteceu no domingo (13.set.2025), quando Lula expressou sua solidariedade e ouviu o relato da advogada sobre o incidente. A agressão ocorreu na noite de sábado (12.set.2026), durante um evento de militantes e apoiadores do partido, onde vídeos mostram Klitzke sendo derrubada e atingida por disparos de bala de borracha, além de receber chutes dos policiais.
Durante a ligação, Lula disse a Fernanda: “Estou ligando para te dar minha solidariedade, querida. E quando eu for aí, no dia 19, eu quero te dar um abraço.” A gravação do telefonema foi compartilhada nas redes sociais nesta quarta-feira (16.set) pelo deputado Décio Lima, que também é candidato ao Senado por Santa Catarina.
A deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC), esposa de Décio Lima, já havia levado a situação ao conhecimento de Lula, informando que Klitzke foi levada a um hospital e, posteriormente, à delegacia após o ocorrido. Ana Paula relatou que a advogada tentou intervir na abordagem policial na condição de advogada, sendo, então, alvo de disparos e agressões.
Edinho Silva, presidente nacional do PT, também se manifestou, afirmando que o partido não aceitará violência política, especialmente contra mulheres. Ele solicitou uma investigação rigorosa, célere e transparente sobre o caso.
A Polícia Militar de Santa Catarina afirmou que a utilização da força será analisada e que os fatos serão averiguados pela Corregedoria-Geral da corporação. O PT classificou o incidente como uma manifestação de violência política, enquanto a PM não atribuiu motivação política à abordagem.
O Poder360 buscou um posicionamento oficial da assessoria da Polícia Militar de Santa Catarina, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.