O preço do petróleo apresentou uma queda nesta quarta-feira, 16, após a Arábia Saudita informar sobre a interceptação de drones atribuídos aos houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã. Em resposta, a Arábia Saudita conduziu bombardeios em território iemenita, intensificando as preocupações sobre o fornecimento GLOBAL de energia e as principais rotas marítimas da região.
Os contratos do barril Brent, referência mundial, caíram para US$ 106,83 (R$ 550,63), representando uma desvalorização de 1,77% em comparação ao fechamento de terça-feira, 15, por volta das 8h (horário de Brasília). No início da negociação, a cotação chegou a US$ 109,08 (R$ 562,23), por volta das 21h do dia anterior.
Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), utilizado nos Estados Unidos, foi negociado a US$ 103,25 (R$ 532,18), apresentando uma queda de 2,44% às 8h30.
A resposta militar da Arábia Saudita ocorreu após a alegação de que um drone lançado pelos houthis estava em direção à cidade sagrada de Meca. O grupo militante, no entanto, negou a acusação, classificando-a como uma "mentira requentada". Desde a semana passada, os houthis têm realizado ataques a várias cidades sauditas, atingindo oleodutos e refinarias, o que resultou na interrupção do tráfego pelo estreito de Bab el-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico, levando à evacuação de 100 mil pessoas do Iêmen.
Além disso, os houthis relataram que aviões de guerra sauditas bombardearam áreas no Iêmen nesta quarta-feira. Imagens divulgadas pelo grupo mostram aeronaves sobrevoando a região do estreito, acompanhadas de enormes explosões.
Este agravamento do conflito levou os Estados Unidos a reforçarem o alerta para que seus cidadãos evitem viajar para regiões próximas à fronteira da Arábia Saudita com o Iêmen. A Arábia Saudita lidera desde 2015 uma coalizão que combate os houthis, e após um período de cessar-fogo, o conflito voltou a intensificar-se, especialmente após os houthis declararem um bloqueio naval contra a Arábia Saudita em julho.