O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agendou um evento para esta quinta-feira (3 de setembro), às 15h, no Palácio do Planalto, com o objetivo de anunciar a redução da fila de pedidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Esta ação ocorre a pouco mais de um mês da realização do 1º turno das eleições, previsto para o dia 4 de outubro.
A chamada "fila zerada" refere-se à situação em que os requerimentos analisados dentro do prazo legal não são mais considerados pendências. Isso não implica que todas as pessoas que aguardam atendimento ou análise de benefícios tenham sido atendidas.
A cerimônia foi anunciada por Lula durante uma entrevista na TV Globo, em 27 de agosto, quando garantiu que faria o comunicado na semana seguinte. O presidente mencionou que restavam 251 mil pessoas esperando por um prazo de até 45 dias, que ele classificou como "normal", e que, na ocasião, cerca de 1,3 milhão de pessoas aguardavam a análise de seus pedidos.
Na mesma entrevista, Lula destacou que o governo herdou uma fila de aproximadamente 3 milhões de requerimentos e que seu compromisso era entregar a Previdência Social sem esse problema. A fila foi registrada em 1,55 milhão de requerimentos iniciais em julho de 2026 e em 3,07 milhões em janeiro deste ano, conforme dados do Ministério da Previdência Social.
Zerar a fila do INSS é uma promessa que acompanha Lula desde sua campanha eleitoral em 2022. Em junho de 2023, o presidente afirmou que a nova presidente do instituto, Ana Cristina Viana Silveira, assumiu com o compromisso de eliminar a "famosa fila" até setembro deste ano.
No decorrer da gestão, Lula e Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência, têm feito declarações sobre a situação da fila. Lupi, que pediu demissão em maio de 2025 após investigações sobre fraudes em aposentadorias, afirmou em 24 de abril que a resolução do problema é complexa, com diferentes tipos de atendimentos necessários.