A poucos dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, o presidente Lula manifestou a intenção de adotar uma medida que limita as apostas online, especificamente aquelas relacionadas aos denominados "jogos do Tigrinho". Essa ação está sendo elaborada em forma de medida provisória (MP) e, segundo aliados, deve ser discutida após o retorno de Lula da Assembleia Geral da ONU, programada para o dia 22 de setembro.
A crescente pressão sobre o tema se intensificou após presidentes de clubes esportivos se reunirem e divulgarem um manifesto contra as novas restrições. Dirigentes de algumas dessas entidades chegaram a contatar ministros do governo para expressar suas preocupações. Embora haja um consenso no Palácio do Planalto sobre a necessidade de ações contra as apostas, as discussões internas revelam divisões, especialmente entre membros do Ministério da Fazenda, que demonstram resistência à proposta.
Na sexta-feira, 18 de setembro, Lula adotou um tom mais firme ao afirmar que sua intenção é acabar com as apostas, ressaltando a necessidade de diálogo com os clubes de futebol. Em suas declarações, ele mencionou que, segundo os clubes, a eliminação das apostas poderia comprometer o futuro do futebol. Para ilustrar seu ponto, Lula citou exemplos de clubes campeões que não contavam com apostas, como São Paulo, Santos, Grêmio e Corinthians.
"Os times de futebol, liderados pelo Flamengo e pelo Corinthians, disseram que, se eu acabar com as bets, eu vou acabar com o futebol. O São Paulo foi campeão mundial três vezes e não tinha bet, o Santos foi campeão e não tinha bet, o Grêmio, Flamengo; e o meu Corinthians foi campeão duas vezes e não tinha bet. A gente pode perder imposto, o que eu não posso perder é a vida dos jovens jogando", afirmou o presidente.
Além disso, Lula também compartilhou um vídeo nas redes sociais no qual dialoga com familiares e vítimas das apostas. Esse encontro ocorreu em seu QG no domingo anterior, onde o presidente gravou material para sua campanha eleitoral.