No dia 31 de agosto de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu representantes do empresariado brasileiro em um jantar no Palácio do Alvorada. Durante o encontro, Lula negou que houvesse uma "punhalada" por parte do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mas expressou descontentamento em relação aos juros elevados, afirmando estar "puto" com a situação.
"Falam que eu tô puto com o Galípolo. Que ele me traiu, que me deu uma punhalada nas costas. Não é verdade. Eu tô puto com ele com os juros altos, mas ele [Galípolo] não deixa de vir aqui", declarou o presidente. Apesar das críticas, Lula afirmou que compreende as responsabilidades de Galípolo e que o mandato na autoridade monetária deve ser respeitado.
O jantar, que contou com a presença de 16 empresários, teve a economia brasileira como tema central. Lula mencionou que as empresas desejam crescer e vender mais, assim como o Brasil, e se comprometeu a utilizar todos os mecanismos disponíveis para impulsionar esse crescimento.
Tanto Lula quanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentaram sobre o estado da economia ao assumirem o governo, mencionando a herança deixada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a questão dos precatórios. Ambos ressaltaram que, apesar das dificuldades enfrentadas, as contas públicas não são tão ruins quanto poderiam ser.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também fez uma intervenção otimista durante o jantar, afirmando que o país está seguindo na direção certa sob a liderança de Lula e que a economia está cada vez mais ajustada. Lula elogiou Alckmin, fazendo uma brincadeira sobre a possibilidade de os empresários votarem nele pelo seu vice.
André Esteves, banqueiro e chairman do BTG Pactual, destacou a importância de uma taxa de juros mais baixa e enfatizou a necessidade de ajustar a economia e reduzir o déficit público para permitir a queda dos juros.