A disputa por uma vaga no Senado Federal já causa movimentação intensa no cenário político pernambucano. O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, expressou publicamente a incerteza em torno das candidaturas, ressaltando que “não há vaga cativa para o Senado”. A declaração ocorreu após uma agenda com o ministro Sílvio Costa Filho e o prefeito João Campos, em Canhotinho, levantando questionamentos sobre a formação da chapa para as eleições de 2026.
A indefinição paira sobre a possível composição da chapa governista, onde o senador Humberto Costa é apontado como o nome preferido do presidente Lula. Essa configuração deixaria apenas uma vaga disponível, intensificando a competição entre Sílvio Filho e Miguel Coelho, ambos aliados do prefeito João Campos.
Miguel Coelho tem utilizado as redes sociais para destacar sua capacidade e experiência para o Senado, inclusive mencionando a idade mínima exigida para o cargo em seu aniversário de 35 anos. Enquanto isso, o ministro Sílvio Costa Filho busca equilibrar compromissos nacionais com a presença em eventos em Pernambuco, frequentemente ao lado do prefeito João Campos.
No campo da governadora Raquel Lyra, a disputa pelo Senado não é tão evidente, embora nomes como o do deputado federal Eduardo da Fonte e do atual senador Fernando Dueire sejam cogitados. O ex-senador Armando Monteiro Neto também surge como um possível candidato. A postura da governadora, que desencoraja a antecipação da campanha eleitoral, contribui para um ambiente menos tenso, embora os pré-candidatos acompanhem atentamente os desdobramentos.
Em outra esfera, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o uso de perfis pessoais de prefeitos para divulgar ações e serviços municipais pode configurar promoção pessoal ilícita, sujeita a punições por improbidade administrativa. A decisão destaca a importância da comunicação institucional imparcial, vedando qualquer forma de autopromoção de autoridades.
Em um gesto simbólico, o presidente Lula sancionou a Lei 15.212, que oficialmente inclui o nome de Maria da Penha na Lei Federal 11.340, reconhecendo a importância da farmacêutica e bioquímica como símbolo da luta contra a violência doméstica. Maria da Penha, que se tornou paraplégica após ser baleada pelo ex-marido, denunciou a omissão do estado brasileiro em casos de violência contra a mulher na OEA em 1998.
Diante desse cenário de incertezas e expectativas, a grande questão é: como os pré-candidatos ao Senado manterão a calma até que as definições para 2026 sejam finalmente anunciadas?