O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal, manifestou sua opinião neste domingo (13.set.2026) sobre a possibilidade de retirar o sigilo do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Mendonça argumentou que essa ação "somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações". O julgamento está agendado para a próxima terça-feira, dia 15 de setembro.
Em seu despacho, o ministro enfatizou que todo o material necessário para o julgamento já está disponível na íntegra para todos os ministros que compõem a corte. Essa transparência, segundo ele, é fundamental para garantir um processo justo e eficiente.
Mendonça também fez referência ao presidente do STF, Edson Fachin, e destacou a importância de seguir os trâmites legais adequados. Ele citou Fachin ao afirmar que, "como bem enfatizou o eminente presidente, a gravidade dos fatos não autoriza atalhos, mas também não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça".
A discussão sobre a liberação dos dados do celular de Vorcaro não é nova e já foi defendida por outros ministros do Supremo, como Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Eles argumentaram a favor do compartilhamento integral dessas informações antes do julgamento.
Neste mesmo dia, Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, afirmou que a corporação possui as condições técnicas necessárias para produzir e encaminhar uma cópia do celular de Vorcaro ao gabinete de todos os ministros da corte, caso essa decisão seja tomada.
Dessa forma, o cenário se desenha para o julgamento que ocorrerá na próxima terça-feira, com a expectativa de que a posição de Mendonça e as discussões em torno do sigilo do celular de Vorcaro continuem a ser um ponto central nas deliberações do STF.