O Ministério dos Transportes anunciou a realização de 11 leilões de concessões rodoviárias para o ano de 2027. A proposta foi revelada na última quinta-feira, 15 de outubro de 2026, durante um evento na B3, localizado em São Paulo. O projeto abrange uma extensão total de 4.455,68 km de rodovias federais, distribuídas em oito estados do Brasil. Além de novas concessões, o governo também planeja otimizar contratos que já estão em vigor.
Os investimentos e despesas operacionais previstos totalizam R$ 102,7 bilhões, dos quais R$ 54,87 bilhões serão direcionados para obras e R$ 47,82 bilhões para custos de operação. O cronograma do ministério indica que os editais para os leilões devem ser divulgados entre março e setembro de 2027, com as licitações programadas para ocorrer entre junho e dezembro do mesmo ano.
Dentre os 11 projetos, nove resultam de novos estudos para concessão, enquanto dois referem-se a otimizações contratuais das rodovias Transbrasiliana (BR-153/SP) e Planalto Sul (BR-116/PR/SC).
Na mesma apresentação, o Ministério dos Transportes destacou o crescimento da participação da iniciativa PRIVADA na gestão e nos investimentos em rodovias federais. Desde 2023 até outubro de 2026, foram realizados 25 leilões de concessão, totalizando 12.198 km de estradas e um volume de investimentos e despesas operacionais estimado em R$ 283,8 bilhões.
O governo espera finalizar o ano de 2026 com 29 leilões realizados desde 2023, e esse número deve subir para 40 com os leilões planejados para 2027. A soma dos contratos previstos para o próximo ano é de R$ 440 bilhões em investimentos e despesas operacionais, envolvendo cerca de 19.415 km de rodovias.
Adicionalmente, o ministério observou um aumento significativo nos investimentos privados no setor rodoviário. Entre os anos de 1993 e 2022, foram aplicados R$ 129 bilhões em rodovias, o que representa uma média anual de R$ 4,8 bilhões. Para o período de 2023 a 2029, a expectativa é que os investimentos atinjam R$ 218 bilhões, resultando em uma média anual de R$ 31,1 bilhões. Se essas projeções se concretizarem, o ritmo de investimentos será 6,5 vezes superior ao verificado nos anos anteriores.