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Mudanças no algoritmo do X visam restringir recomendações de candidatos nas eleições

A plataforma X atualizou seu algoritmo para bloquear a recomendação de perfis de candidatos, após descumprir normas do TSE. A medida se deu em...

A plataforma X implementou alterações em seu algoritmo com o objetivo de impedir que perfis de candidatos sejam recomendados aos usuários na seção "para você". Essa atualização foi realizada após a rede social não cumprir com as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que exigem a remoção de contas de políticos dos sistemas automáticos de sugestão de conteúdo.

Conforme as normas eleitorais, as redes sociais não devem exibir conteúdos relacionados a candidatos para usuários que não os seguem, exceto em publicações impulsionadas por pagamento. Uma análise inicial revelou que o algoritmo do X incluía apenas 665 contas, deixando de fora aproximadamente dois terços das mais de 2.107 candidaturas registradas na Justiça Eleitoral. Essa falha resultou na recomendação indevida de perfis de diferentes partidos.

Após questionamentos sobre as omissões, a plataforma decidiu ampliar a lista de restrição para quase 2.400 perfis na noite de 3ª feira, 25 de agosto de 2026. Um levantamento realizado pela organização Sleeping Giants Brasil, juntamente com verificações independentes, confirmou que nomes de diversas correntes políticas estavam aparecendo indevidamente nas sugestões de candidatos.

Na quarta-feira, 26 de agosto de 2026, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma ação ao TSE. O grupo solicitou que o X fosse notificado por possível favorecimento de candidatos e pediu a sincronização contínua do filtro de recomendação com a base de dados da Justiça Eleitoral durante o período de campanha. A relatoria do caso foi atribuída à ministra Estela Aranha.

A ação também requer a preservação de registros técnicos e códigos da plataforma para futuras auditorias, além de solicitar esclarecimentos sobre o funcionamento de outras redes sociais. O caso teve repercussão internacional, com a subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Sarah B. Rogers, compartilhando um comunicado da empresa e caracterizando a exigência como uma forma de "censura imposta pelo Brasil".

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