Os candidatos que participaram do Enamed 2026 têm até as 23h59 desta quinta-feira (17) para apresentar recursos administrativos relacionados às versões preliminares do gabarito oficial da prova objetiva. A data inicial para a entrega dos recursos era 22 de setembro, mas foi alterada para esta nova data. Os interessados devem acessar o Sistema Revalida para realizar o procedimento.
As provas, que avaliam a formação médica, foram aplicadas no último domingo (14) em todas as unidades da federação. Os resultados dos recursos, incluindo as justificativas de deferimento ou indeferimento, serão divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) após a análise pela Banca de Análise de Recursos do Gabarito Preliminar.
Caso algum item do gabarito oficial preliminar seja anulado, a pontuação correspondente será concedida a todos os candidatos, mesmo àqueles que não apresentaram recursos. A versão definitiva do gabarito oficial e o resultado final da prova objetiva estão programados para serem publicados no dia 4 de dezembro.
O Enamed, criado pelo Ministério da Educação (MEC), tem como principais objetivos avaliar a formação médica e a qualidade dos cursos de graduação no Brasil, além de servir como critério para processos seletivos de residência médica, como o Exame Nacional de Residências (Enare). A partir de 2027, o exame será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses a todos os estudantes que estão concluindo os cursos de medicina no país.
Com as recentes mudanças na legislação, anunciadas em junho pelo Inep, o Enamed também passou a ser um instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina. Assim, a inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) de cada unidade da federação será permitida apenas para aqueles que obtiverem um desempenho satisfatório no exame, o que é fundamental para o exercício da profissão de médico no Brasil.
O Revalida, por sua vez, tem a finalidade de verificar se médicos formados no exterior adquiriram as competências necessárias para atuar no Brasil, conforme os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). O processo, organizado pelos ministérios da Educação e da Saúde, é essencial para validar diplomas estrangeiros de graduação de médicos que desejam trabalhar no Brasil, garantindo que atendam às exigências das universidades brasileiras.