Em resposta às acusações, o Sinepe-MG negou qualquer orientação para práticas de assédio e afirmou que as escolas precisam se organizar para informar as famílias e alunos. A entidade também acusou o Sinpro de não respeitar o prazo legal para comunicar sobre a paralisação e ingressou com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho, alegando que a greve é “abusiva e ilegal”.
Nesta quinta-feira (17), Sinpro e Sinepe se reuniram para discutir a situação. Valéria Morato informou que os empregadores apresentaram propostas de alterações em duas cláusulas da CCT, mas não foram fornecidos detalhes específicos. A presidente do Sinpro mencionou que aguardam novas informações e que uma assembleia está marcada para a sexta-feira (18), onde se decidirá sobre a continuidade da greve.
A presidente do Sinpro reafirmou que a denúncia ao MPT será formalizada e que uma denúncia pública sobre os casos de assédio será realizada. “Estamos encaminhando para o Ministério Público do Trabalho e faremos uma denúncia pública sobre todos esses assediadores”, declarou.
Novas manifestações estão programadas para a próxima sexta-feira (18), na Praça da Assembleia, localizada no bairro Santo Agostinho. O Sinpro também convocou uma assembleia para as 9h30 no auditório da Fundac, situado na Rua Diamantina, 463, no bairro Lagoinha. Durante a manhã, a sede do sindicato em Belo Horizonte estará fechada.
O Sinpro reporta que aproximadamente 700 professores de 34 escolas aderiram à greve, enquanto o Sinepe-MG afirma que a maioria das instituições permaneceu em funcionamento, com apenas seis das 811 escolas particulares da capital relatando dificuldades.