Professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região voltam às aulas nesta quarta-feira, dia 23 de setembro, após a decisão tomada em assembleia realizada na terça-feira, 22 de setembro. O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-Minas) classificou a greve como um movimento vitorioso, uma vez que as reivindicações da categoria serão analisadas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que reconheceu a legitimidade da paralisação.
Durante a assembleia, os docentes optaram por manter o estado de greve e programar uma nova paralisação para o dia do julgamento no TRT, que deve ocorrer no início de novembro. Na mesma reunião, a proposta apresentada pelos representantes das escolas durante a última audiência no TRT foi rejeitada pelos professores.
As mudanças propostas incluíam o fim da isonomia salarial, que assegura salários iguais para professores que desempenham a mesma função, além de alterações nas indenizações em caso de redução da carga horária. Os professores também se opuseram à sugestão de dividir a atual Convenção Coletiva de Trabalho em duas partes: uma para a educação básica e outra para o ensino superior.
De acordo com a categoria, essa divisão enfraqueceria a negociação conjunta e poderia impactar direitos já conquistados, como bolsas de estudo e a isonomia salarial. Os docentes pleiteiam a renovação da atual Convenção Coletiva sem modificações, além de um reajuste salarial de 3,77%, que corresponde à inflação medida pelo INPC.