A governadora Raquel Lyra está mobilizando os prefeitos que a apoiam em uma estratégia para aumentar a participação nas eleições deste domingo. Na quarta-feira, Raquel dedicou grande parte do dia a conversas telefônicas com os 140 prefeitos, reforçando a importância de manter a animação nas áreas urbanas e rurais. Essa ação visa garantir uma alta taxa de comparecimento nas seções de votação, crucial para a manutenção da vantagem em municípios de menor porte.
De acordo com um assessor da governadora, a participação ativa dos prefeitos é fundamental para evitar deslizes que possam resultar em aumento da abstenção ou erros durante a votação. Além disso, os prefeitos costumam distribuir materiais como “santinhos” para orientar os eleitores na hora de digitar os números dos candidatos na urna. A Justiça Eleitoral autorizou essa prática, especialmente em uma eleição que envolve a escolha de presidente, governador(a), senadores e deputados federais e estaduais.
Cada um dos prefeitos tem candidatos a deputado federal e estadual que desejam eleger, e a governadora Raquel Lyra também é uma prioridade nas campanhas. Nos municípios, a maioria dos “santinhos” traz os números da governadora e do presidente Lula, que é amplamente apoiado no interior.
O deputado estadual Antonio Moraes, que tem uma base forte na Mata Norte, comentou sobre a produção de “santinhos” personalizados para seus prefeitos. Ele explicou que em algumas localidades, todos os números sugeridos são incluídos, enquanto em outras, ele prioriza seu nome e o da governadora, deixando os números de federal e presidente para serem preenchidos depois, dependendo da situação local.
No contexto eleitoral, Raquel Lyra também abordou em um debate na TV Globo a situação do candidato a deputado federal pelo PSB na Paraíba, Fábio Tayrone. Tayrone, que já foi condenado por agressão, recebeu R$ 1,5 milhão para sua campanha, um valor significativamente maior que o de outros candidatos. Raquel pediu providências a João Campos, presidente nacional do PSB, em relação a esse assunto. Recentemente, a Polícia Federal e a Controladoria da União realizaram uma operação em Sousa, focando na residência do candidato, investigando possíveis irregularidades no financiamento da campanha.
A operação, que recebeu o nome de Lastro, investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Em resposta às preocupações levantadas, João Campos afirmou que iniciou um processo de expulsão de Tayrone do partido. Raquel Lyra, por sua vez, destacou que essa providência foi tomada apenas após a questão ter sido tornada pública, quando a mulher agredida a procurou.