A Executiva Nacional do Solidariedade se reuniu na manhã desta quarta-feira (14/10) para deliberar sobre o futuro da legenda. Sob a liderança de Paulinho da Força, presidente nacional do partido, os membros da cúpula estão avaliando duas alternativas principais: uma possível fusão com o Avante ou a adesão à Federação Renovação Solidária, que já inclui o Partido Renovação Democrática (PRD).
Em relação ao desempenho eleitoral, o Solidariedade elegeu dois deputados federais nas eleições de 2026, o que representa uma queda em comparação ao pleito de 2022, quando a sigla conquistou quatro cadeiras na Câmara. Neste ano, os eleitos foram Aureo Ribeiro, do Rio de Janeiro, e Emanuel Acrizio, do Ceará.
Na eleição de 2026, o Solidariedade participou do pleito em federação com o PRD. Juntas, as duas siglas obtiveram a eleição de sete deputados federais, sendo cinco deles do PRD. A Federação Renovação Solidária foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 4 de dezembro de 2025, na ocasião em que a bancada conjunta na Câmara contava com sete deputados, quatro do PRD e três do Solidariedade.
A dinâmica das bancadas mudou desde a eleição de 2022. Dos quatro deputados eleitos pelo Solidariedade naquele ano, três migraram para outros partidos: Weliton Prado (MG) para o PT em 2023, Zé Silva (MG) para o União Brasil e Maria Arraes (PE) para o PSB. Aureo Ribeiro, por sua vez, permaneceu na legenda e garantiu a reeleição em 2026.
As discussões na reunião de hoje refletem a necessidade do Solidariedade de se posicionar estrategicamente diante das mudanças no cenário político e a diminuição de sua representação na Câmara dos Deputados. A decisão sobre o futuro da sigla poderá impactar sua atuação nas próximas eleições e sua relevância no contexto político nacional.