Uma Parte do Supremo Tribunal Federal (STF) está pressionando por rapidez nas investigações internas relacionadas ao envolvimento de ministros com Daniel Vorcaro. Essa ala acredita que esclarecer a situação até o final deste ano pode reduzir as chances de impeachment de integrantes da Corte no Senado a partir de 2027, quando a nova bancada eleita tomará posse. Muitos dos novos senadores têm demonstrado apoio à ideia de afastar ministros por crime de responsabilidade ligado ao caso Banco Master.
Em uma reunião com a alta cúpula da Polícia Federal (PF), o presidente do STF, Edson Fachin, solicitou um relatório detalhado que mencione os ministros envolvidos, mas sem emitir qualquer juízo de valor sobre as informações. Contudo, a expectativa é que a PF entregue esse relatório ao tribunal apenas após o segundo turno das eleições, ou seja, a partir do dia 26 deste mês. Após receber o documento, Fachin deverá consultar a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a necessidade de abrir um inquérito contra os ministros citados.
O STF aguarda que a PF envie as menções referentes ao caso Banco Master de forma completa e descritiva. De acordo com dados recentes, a desaprovação do STF atingiu um recorde de 47% entre a população, sendo que entre os eleitores de Flávio, este índice chega a 69%.
Após a entrega do relatório, Fachin enviará o caso ao Plenário da Corte, que terá a responsabilidade de decidir sobre a abertura de um inquérito. Em uma sessão realizada no dia 15 de setembro, os ministros discutiram o tema, mas não chegaram a um consenso, levando à suspensão das discussões por um pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino. A expectativa é que a próxima rodada de debates traga um clima semelhante ao do encontro anterior.
Caso um inquérito seja aberto, as investigações precisarão ser alimentadas por depoimentos e provas, uma etapa que geralmente leva meses no sistema judiciário. O STF entrará em recesso no dia 20 de dezembro, o que torna improvável a conclusão das apurações ainda neste ano, considerando que restam menos de dois meses para o término das atividades.
Se Fachin decidir que não há evidências robustas suficientes para justificar a abertura de inquérito, isso poderia encerrar os indícios, mas não impediria que os senadores recém-eleitos buscassem processos de impeachment contra os ministros.