O primeiro-ministro do CANADÁ, Mark Carney, destacou no último sábado (22.ago.2026) que as negociações com os Estados Unidos enfrentaram um impasse devido a ameaças direcionadas à língua e à cultura do Quebec. Em suas declarações, Carney, que representa o Partido Liberal, afirmou que estava próximo de finalizar um acordo satisfatório entre os dois países, mas as mudanças de postura do governo de Donald TRUMP (Partido Republicano) interromperam o progresso.
Carney enfatizou que o governo dos EUA não apenas alterou sua posição nas negociações, mas também fez ameaças que comprometem a cultura quebequense e a língua francesa, que é a única língua oficial da província. "As ameaças contra a língua francesa e a cultura quebequense não são aceitáveis e, por isso, encerramos esta fase de negociação", declarou.
O CANADÁ é reconhecido por seu caráter bilíngue, tendo o inglês e o francês como idiomas oficiais. No entanto, o Quebec é singular, pois adota somente o francês como língua oficial. Para garantir o uso do francês, a província implementou a lei 101 em 1977, que exige o uso do idioma em diversas áreas, como educação e comércio. A lei foi posteriormente revisada pela lei 96 de 2022, que estabelece que documentos devem ser disponibilizados primeiramente em francês.
A declaração de Carney também se refere a novas taxas comerciais de 50% impostas por TRUMP sobre produtos canadenses, anunciadas após uma rodada de negociações que não resultou em acordo. TRUMP expressou em sua plataforma Truth Social que o CANADÁ desejava os benefícios de ser um estado sem, de fato, ser um.
As tarifas entraram em vigor no mesmo dia em que Carney fez suas declarações, afetando indústrias estratégicas. O primeiro-ministro canadense declarou que a relação entre os dois países mudou e que não há expectativa de retornar ao status anterior. Ele também comunicou sua decisão de suspender as negociações comerciais e convocar os negociadores para Ottawa.
Carney justificou sua decisão afirmando que as alterações inesperadas nos termos propostos pelos EUA eram injustas e anti-econômicas, comprometendo a confiabilidade de qualquer acordo futuro. Ele ressaltou que essa retaliação faz parte da estratégia econômica do CANADÁ, que visa fortalecer as capacidades internas e diversificar parcerias internacionais. "O CANADÁ possui o que o mundo deseja e não permitiremos que nenhuma nação defina nosso futuro", concluiu.