O Secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Régis Dudena, apresentou, nesta terça-feira (1º de setembro de 2026), uma proposta para a unificação do sistema Open Finance, com o intuito de eliminar ineficiências no setor. A declaração foi feita durante o evento Zetta Summit 2026, realizado em Brasília (DF).
Dudena enfatizou que a integração das diferentes verticais do Open Finance — que incluem crédito, seguros e valores mobiliários — é essencial para o desenvolvimento do sistema. "Não faz sentido ter um open apenas para o mercado de crédito, um open para valores mobiliários e outro para seguros", afirmou o secretário durante o painel intitulado "Open Finance: o que esperar nos próximos 5 anos".
As verticais representam categorias de produtos financeiros que já fazem parte do ecossistema e que permitem aos usuários compartilhar dados entre instituições financeiras, possibilitando a obtenção de ofertas mais vantajosas. Cada vertical possui requisitos específicos de integração e formatos de dados, o que pode dificultar a eficiência do sistema como um todo.
Para Dudena, a proposta de unificação poderia gerar maior eficiência e valor para os usuários que realizam transações. "Se os dados precisam ser devolvidos ao seu proprietário e gerar valor, isso deve ser feito de forma ampla para maximização dos benefícios. O meu Open Finance nos próximos cinco anos é, de fato, um Open Finance", destacou.
O secretário também frisou a importância de equilibrar inovação e competitividade com a estabilidade e segurança do sistema financeiro, ressaltando que um aspecto não deve comprometer o outro.
O painel foi moderado por Fernanda Laranja, vice-presidente da Zetta, e contou com a participação de Ana Carla Abrão, CEO da Associação Open Finance Brasil; Gilneu Vivan, diretor de regulação do Banco Central do Brasil; e Thiago Daniel, diretor jurídico e de compliance do PicPay.