O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), teceu críticas à entrega da Linha 6-Laranja do metrô, que ocorreu em julho deste ano, sem a conclusão das estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado. Em uma entrevista realizada após uma caminhada na Brasilândia, Haddad questionou a decisão do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de inaugurar a linha sem atender às necessidades da população mais afastada.
"A população tem o direito de reclamar. E quando ele [Tarcísio] vai inaugurar, ele inaugura onde? Lá no centro expandido. Ele não inaugura na periferia", afirmou o petista. Haddad destacou que a estação Brasilândia, considerada a mais importante da Linha 6, ainda não oferece os benefícios que os moradores necessitam, uma vez que muitos trabalham longe de suas residências.
O governador Tarcísio de Freitas entregou a Linha 6 com um atraso de oito anos em relação à previsão inicial, e as estações mencionadas ainda não estão finalizadas. A conclusão da linha está prevista para o final de 2027, com um investimento total de R$ 19 bilhões, que visa conectar a zona norte ao centro de São Paulo.
Além das críticas à infraestrutura do metrô, Haddad também abordou a situação da educação no estado. Ele lamentou a falta de concursos para professores e destacou a queda do ensino médio público de São Paulo, que passou da terceira para a décima posição no ranking nacional. O candidato enfatizou a necessidade de preparar os jovens para a reindustrialização do estado, mencionando a reforma tributária aprovada que pode ajudar a enfrentar a guerra fiscal.
Haddad ainda comentou sobre o escândalo do Banco Master, pedindo que o Supremo Tribunal Federal (STF) quebre o sigilo de todos os inquéritos relacionados. Ele afirmou que tanto Jair Bolsonaro quanto Tarcísio de Freitas receberam recursos para suas campanhas, e mencionou que Flávio Bolsonaro solicitou R$ 134 milhões para financiar um filme que, , não custaria nem 10% desse valor.
A agenda política de Haddad reflete suas preocupações com as demandas da periferia e a necessidade de uma educação de qualidade, ao mesmo tempo em que critica a gestão atual do governo estadual, principalmente no que diz respeito à infraestrutura e ao financiamento de campanhas.