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Fernando Haddad solicita transparência em investigações do Banco Master antes das eleições

A 22 dias das eleições, Haddad pede que o STF torne públicas investigações relacionadas ao Banco Master, visando garantir que eleitores tenham acesso a...

A 22 dias das eleições de 2026, o ex-ministro da Fazenda e candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad, fez um apelo neste sábado por maior transparência nas investigações relacionadas ao Banco Master. Ele defendeu que os procedimentos no Supremo Tribunal Federal (STF) que têm repercussão política sejam divulgados ao público antes do pleito, afirmando que isso é essencial para a democracia e para os cidadãos. "Eu, como cidadão, quero que o país seja passado a limpo antes das eleições, porque depois pode ser tarde demais", declarou.

A solicitação de Haddad ocorre após o presidente do STF, Edson Fachin, determinar que o ministro André Mendonça retirasse o sigilo da Petição 15.556 e de 14 procedimentos vinculados à apuração sobre o Banco Master. Essa decisão foi tomada na quinta-feira, 10 de setembro de 2026, e antecede a sessão do STF marcada para a terça-feira, 15 de setembro, onde será decidida a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Durante o lançamento de seu programa de governo voltado à saúde em São Paulo, Haddad, ao lado da candidata ao Senado, Simone Tebet, ressaltou a necessidade de combater a chamada "seletividade de vazamento" de informações. Ele criticou a prática de divulgar seletivamente dados de investigações, que, segundo ele, podem favorecer determinados grupos políticos. "Estamos defendendo a tese de que devemos acabar com a seletividade de vazamento, porque todo vazamento seletivo tem viés", afirmou.

O ex-ministro argumentou que a abertura dos inquéritos vinculados ao Banco Master permitiria que a imprensa tivesse três semanas para analisar os documentos antes da votação. Haddad elogiou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também se manifestou a favor da divulgação dos sigilos, assim como a decisão de Fachin.

Com a divulgação integral dos documentos, Haddad acredita que os eleitores terão acesso a informações cruciais para suas decisões. Ele alertou sobre os riscos de votar em candidatos que possam estar envolvidos em práticas de corrupção, mencionando o caso de Flávio Bolsonaro, que é investigado por sua participação nas negociações para o financiamento do filme Dark Horse. Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade.

Haddad questionou os investimentos realizados por fundos de pensão no Banco Master e a identidade dos responsáveis por essas decisões. "Por que os fundos de pensão aportaram recursos no Banco Master? Quem foram os agentes responsáveis por isso?", indagou, reiterando a importância de se ter clareza e transparência nas informações antes do pleito eleitoral.

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