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Janja Lula é alvo de interrupções durante discurso em Curitiba

A primeira-dama Janja Lula da Silva foi interrompida durante um comício em Curitiba, provocando reações de apoiadores em defesa. Ela criticou a misoginia e...

Neste sábado (12.set.2026), a primeira-dama Janja Lula da Silva enfrentou uma interrupção enquanto falava em um comício ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba, no Paraná. Durante o discurso, opositores do PT fizeram provocações, levando os apoiadores a reagir, exibindo o dedo do meio em defesa de Janja.

Em sua fala, Janja expressou seu descontentamento com as interrupções, pedindo para que não se desse atenção aos opositores. "Que foi? Para! Coisa chata. Liga não, gente. Liga não. Vamos seguir aqui, vamos seguir aqui. Não liga não. Deixa lá eles com a raiva, com o ódio deles, porque aqui é só amor. Aqui não tem ódio", afirmou a primeira-dama, ressaltando que a vitória será alcançada no voto.

Durante o comício, Janja se referiu à prisão de Lula durante a operação Lava Jato, a qual classificou de “injusta”. Embora não tenha mencionado nomes, fez críticas ao ex-juiz Sergio Moro, que foi responsável pela condenação de Lula e agora é candidato ao governo do Paraná pelo PL. "Não vou citar aqui o nome do algoz dele, é tudo que ele quer. Eu não vou citar, não, assim como Gleisi. Não vou citar porque é tudo o que ele quer", declarou.

O presidente Lula também se manifestou sobre Moro, evitando citar o nome do oponente. "Não quero falar mal dos outros candidatos, mas aqui tem um que não vale o que come", afirmou, em referência ao ex-juiz.

Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu uma pena de 580 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, em decorrência de condenações relacionadas à Lava Jato. Ele foi condenado em 2018 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, e em fevereiro de 2019, recebeu uma segunda condenação pela juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que somou mais 12 anos e 11 meses de pena.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) aumentou a duração da pena para 17 anos, 1 mês e 10 dias. Lula foi libertado em 8 de novembro de 2019, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu que a pena só pode ser cumprida após o trânsito em julgado, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso. Posteriormente, as condenações foram anuladas pelo STF.

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