A quarta frente da série que aborda as estratégias de desenvolvimento de Pernambuco até 2035 enfatiza a infraestrutura logística como elemento fundamental para explorar o potencial econômico do estado. O objetivo central deste plano é estabelecer conexões diretas entre as regiões produtoras e os mercados internacionais. Para isso, o estudo propõe a criação de corredores multimodais que integrem rodovias, ferrovias, portos e Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), visando otimizar o transporte de cargas e reduzir o Custo Brasil.
O foco dessa nova abordagem é a interiorização do crescimento econômico, com destaque para os municípios de Salgueiro e Petrolina, que são considerados nós logísticos essenciais. A proposta prevê a integração da ferrovia Transnordestina com a rodovia BR-232, conectando o interior do estado ao Porto de Suape. Essa infraestrutura permitirá a formação de corredores estratégicos e cidades logísticas, que unirão a infraestrutura física, a qualificação profissional e um ambiente de negócios propício.
A iniciativa também busca impulsionar importantes cadeias produtivas de Pernambuco, alinhando a logística com a política industrial. Entre as áreas beneficiadas estão o Agronegócio no Sertão, que terá seu escoamento otimizado, o Polo Têxtil no Agreste, que ganhará em eficiência no transporte e distribuição, e o Setor de Turismo, que verá um fortalecimento na circulação regional. Além disso, as Terras Raras e os Minerais Críticos serão estimulados, promovendo o processamento e a agregação de valor local, evitando a simples exportação de matérias-primas.
A gestão do sistema logístico passará por uma modernização tecnológica, com o programa Pernambuco Logística Inteligente, que introduzirá o uso de Inteligência Artificial e a integração de dados intermodais. Essa iniciativa será apoiada por uma carteira permanente de projetos, que visa facilitar concessões e fomentar parcerias público-privadas (PPPs).
A descentralização econômica é uma das metas principais, reduzindo a dependência em relação à Região Metropolitana do Recife e democratizando as oportunidades entre as cidades médias. O desafio até 2035 será consolidar essa rede integrada, reduzindo custos de transporte, atraindo capital privado produtivo e aumentando a competitividade em todo o estado.