Na última sexta-feira, 18 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou uma nova ação de segurança no Rio de Janeiro, que busca integrar as forças federais, estaduais e municipais no combate ao Crime Organizado. A iniciativa estabelece um modelo de compartilhamento de informações entre a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional e as polícias do Estado, além da Força Municipal da capital fluminense.
Diante da pressão exercida por setores da direita, que têm priorizado o combate às facções criminosas, Lula pretende apresentar uma agenda própria para a Segurança PÚBLICA, um tema que se tornou uma das principais preocupações da população brasileira. O presidente delineou três eixos centrais para a ação: sufocar a logística e a mobilidade do crime, retomar áreas dominadas por facções e fortalecer a capacidade das cidades no enfrentamento da criminalidade.
A iniciativa foi classificada por Lula como um “plano piloto”, com a promessa de que, se for bem-sucedida no Rio, poderá ser expandida para todo o país. A estratégia se divide em três frentes: corredores logísticos, que envolvem uma parceria com o Ministério da Justiça para aumentar a pressão nas divisas com São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, além das principais vias da região metropolitana; reocupação territorial, que inclui inteligência e apoio tático; e a capacidade municipal, que prevê a formação da Força Municipal, uma elite da Guarda Municipal.
O ministro da Justiça, Wellington César Lima, destacou que acordos de cooperação técnica foram estabelecidos com o governo do Estado e a prefeitura. Esses acordos visam à qualificação da Guarda Municipal, que receberá 386 novos integrantes treinados pela PRF, além dos 600 já formados, e à criação de corredores estratégicos, onde haverá policiamento conjunto das forças policiais.
O prefeito Eduardo Cavaliere, do PSD, afirmou que o Rio de Janeiro é a primeira cidade a integrar o Sistema Nacional de combate ao crime, caso a proposta seja aprovada. Lula, que foi constituinte da Constituição de 1988, criticou a responsabilidade que ficou com os Estados no que diz respeito à Segurança PÚBLICA, afirmando que não há governante que possa se orgulhar de ter resolvido o problema.
O presidente também se opôs à ideia de classificar facções como terroristas, uma posição defendida pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Para Lula, essa definição se aplica a disputas de poder, como os eventos de 8 de janeiro. Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro, principal opositor de Lula, criticou a falta de resultados nas promessas de combate ao crime organizando feitas ao longo de 20 anos.