O jornalista e escritor Zuenir Ventura faleceu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em sua residência no Rio de Janeiro, aos 95 anos, devido a complicações de uma pneumonia. A notícia foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL).
Com uma carreira que abrangeu mais de seis décadas, Zuenir se destacou em algumas das principais redações do Brasil, atuando em veículos como Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, Jornal do Brasil e O Globo. Além disso, escreveu para revistas renomadas como Fatos & Fotos, O Cruzeiro, Visão, Veja e IstoÉ.
Zuenir Ventura também se destacou como autor e educador. Entre suas obras mais notáveis estão "1968 – O Ano que Não Terminou", lançado em 1988, e "Cidade Partida", um livro-reportagem que explora a violência e a desigualdade no Rio de Janeiro, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Reportagem.
Nascido em 1º de junho de 1931, na cidade de Além Paraíba, em Minas Gerais, Zuenir formou-se em letras neolatinas. Antes de se firmar no jornalismo, passou por diversas funções e iniciou sua trajetória na redação como arquivista. Ele também atuou como professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), sendo conhecido entre alunos e colegas pelo apelido de "Mestre Zu".
A primeira contribuição jornalística de Zuenir foi um obituário do escritor francês Albert Camus, publicado na Tribuna da Imprensa, onde ele trabalhava como arquivista. Ele ocupou a cadeira 32 da ABL, sendo eleito em 30 de outubro de 2014, sucedendo o escritor Ariano Suassuna, e tomou posse em 6 de março de 2015.
O presidente da ABL, Merval Pereira, destacou a relevância de Zuenir no cenário do jornalismo, afirmando que ele era o “jornalista que todos queríamos ser”. Sua trajetória foi marcada por sua atuação como repórter, editor, escritor, professor e ambientalista.