Na última semana, um vídeo provocou um intenso debate entre os jovens da geração Z que buscam oportunidades no mercado de trabalho. O tema não envolve falhas comuns como a ausência de currículos ou atrasos, mas sim um detalhe considerado por uma recrutadora como inadequado.
A profissional, que afirma ter atuado com mais de 500 grandes empresas americanas, expressou, em uma postagem no TikTok, que levar café gelado a entrevistas de emprego é um erro significativo, que pode transmitir uma imagem pouco profissional. Ela observa que muitos candidatos da geração Z adotam esse hábito, o que faz com que a entrevista pareça apenas mais uma atividade em sua lista de compromissos. Para a recrutadora, essa atitude é excessivamente informal.
A recomendação da especialista é que o café gelado seja consumido antes ou após o processo seletivo, ao invés de durante a entrevista. A opinião gerou uma onda de reações nas redes sociais, com muitos jovens se manifestando contra a crítica e defendendo que essa diferença de comportamento não deve ser vista como um erro.
A polêmica ganhou ainda mais destaque após a especialista em etiqueta, Diane Gottsman, se posicionar a favor da recrutadora. Em uma declaração ao Huffpost, Gottsman enfatizou que, ao comparecer a uma entrevista, o foco deve ser a seriedade do momento. "Você não está lá para lanchar. Você não está lá para tomar café", destacou, ressaltando que o objetivo é causar uma impressão positiva, que envolve demonstrar competência e fazer um aperto de mão.
Essa discussão acirrou os ânimos nas redes sociais, evidenciando as divergências entre as gerações sobre comportamentos considerados aceitáveis em ambientes profissionais. A necessidade de se adaptar a um novo contexto de trabalho, que valoriza a autenticidade e a informalidade, se choca com normas tradicionais que ainda persistem no mercado de trabalho.