O Irã formalizou uma denúncia junto às Nações Unidas, destacando os efeitos humanitários das sanções econômicas e financeiras impostas pelos Estados Unidos. As Forças Armadas iranianas afirmaram que irão retaliar Donald Trump e Benjamin Netanyahu, mesmo que a guerra já tenha terminado.
A representação permanente do Irã na ONU, localizada em Genebra, enviou um documento a diversos grupos de direitos humanos, detalhando as consequências das sanções bancárias e financeiras, além das restrições aos transportes aéreo e marítimo impostas por Washington. A agência oficial IRNA informou que Teerã alega que essas medidas não afetam apenas as relações econômicas entre países, mas também impactam diretamente a vida da população, dificultando o acesso a recursos essenciais.
O documento ressalta que as sanções têm gerado barreiras ao acesso dos iranianos a alimentos, medicamentos, equipamentos médicos, educação e serviços financeiros, entre outras necessidades básicas. Essa denúncia ocorre após os Estados Unidos lançarem a "Operação Pária Econômico", que intensificou as sanções e incluiu um bloqueio naval aos portos e navios iranianos, visando aumentar o isolamento financeiro de Teerã no contexto de um conflito recente.
Entre as novas sanções estão restrições a 27 companhias aéreas iranianas, resultando na suspensão de voos para países como Turquemenistão, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Geórgia, Iraque e Omã. A representação iraniana defende que essas medidas devem ser analisadas sob a ótica do direito internacional, dos direitos humanos e do direito humanitário, enfatizando o respeito à soberania dos Estados.
O documento foi encaminhado a relatores especiais da ONU, que lidam com direitos à alimentação, educação e saúde, para que investiguem as implicações jurídicas e humanitárias das sanções. A resposta do Irã destaca que, mesmo após a guerra, os líderes americanos e israelenses, como Trump e Netanyahu, serão responsabilizados por suas ações, considerados "assassinos e criminosos de guerra".
A escalada de violência teve início com ataques que resultaram na morte de Ali Khamenei e outros altos oficiais iranianos no primeiro dia do conflito, 28 de fevereiro. Naquele dia, pelo menos 168 estudantes e professores perderam a vida em um ataque a uma escola primária em Minab, e outras 21 pessoas foram mortas em um bombardeio a um pavilhão esportivo em Lamerd.