A alimentação desempenha um papel significativo na diminuição do risco de câncer, com estudos indicando que 30% a 50% dos casos estão ligados a fatores que podem ser modificados, entre os quais se destaca a dieta. A nutricionista Krystle Zuniga ressalta que uma alimentação rica em vegetais, frutas, grãos integrais e leguminosas não apenas fornece fibras, mas também contribui para a saúde metabólica e manutenção de um peso saudável.
Nesse cenário, o edamame, ou soja verde, é um dos alimentos recomendados por especialistas. A oncologista Yuliya Linhares afirma que, embora nenhum alimento possa garantir a prevenção do câncer, o edamame se integra bem a um padrão alimentar que promove a saúde a longo prazo.
O edamame é especialmente valorizado por conter isoflavonas de soja, que possuem potencial protetor. A oncologista enfatiza que alimentos integrais à base de soja são considerados seguros, inclusive para aqueles que já superaram o câncer de mama. Pesquisas sugerem que a inclusão de soja na dieta pode reduzir o risco de alguns tipos de câncer, devido aos efeitos benéficos das isoflavonas sobre o crescimento celular e processos inflamatórios.
Além de suas propriedades protetoras, o edamame também pode ser benéfico para a saúde metabólica. O radio-oncologista Amar Rewari destaca que a combinação de proteínas e fibras presentes no edamame pode aumentar a sensação de saciedade, ajudando na manutenção de um peso saudável. Uma xícara de edamame contém aproximadamente 18 gramas de proteína e 8 gramas de fibras, o que pode auxiliar no controle do peso e na saúde geral.
O consumo de fibras é outro aspecto importante, pois está associado à redução do risco de diversos tipos de câncer, especialmente o colorretal. Substituir um lanche comum pelo edamame pode aumentar a ingestão de fibras e, assim, contribuir para a diminuição do risco de desenvolvimento da doença. O edamame oferece uma combinação de fibras solúveis e insolúveis, fornecendo cerca de 8 gramas de fibras alimentares por porção.
Por fim, a oncologista Linhares ressalta que optar por feijão, alimentos à base de soja ou outras fontes de proteínas vegetais em vez de carnes vermelhas e processadas pode reduzir a exposição a compostos que estão associados ao risco de câncer colorretal. Essa mudança alimentar é uma estratégia que pode ser eficaz na promoção de uma vida mais saudável.