O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo (4) que não existem riscos ou indícios de planos de ataque a embaixadas localizadas em Brasília. A declaração foi feita após a corporação investigar supostas ameaças direcionadas à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.
Na última sexta-feira (2), a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e nas proximidades do Distrito Federal como parte das investigações. Durante entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICC), Rodrigues esclareceu que a embaixada estadunidense notificou a PF sobre a situação, levando a ações imediatas para verificar a veracidade das informações.
"Os elementos colhidos neste momento não apontam nenhuma ação concreta. Ou seja, não havia nenhum plano, não havia nada que a gente tivesse, de imediato, identificado", destacou o diretor da PF.
Em razão das investigações, as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália no Brasil suspenderam os serviços consulares em todas as cidades onde realizam atendimentos presenciais, citando questões de segurança. A parceria de inteligência entre Austrália e Estados Unidos, conhecida como Five Eyes (Cinco Olhos), foi mencionada em nota do governo australiano, que alertou para possíveis riscos de terrorismo próximos ao primeiro turno das eleições gerais no Brasil.
Além das investigações relacionadas às embaixadas, a PF divulgou um balanço até às 12h30 deste domingo, informando que foram instaurados seis inquéritos policiais e registrados 18 termos circunstanciados de ocorrência para investigar crimes eleitorais. Os estados envolvidos nas ocorrências incluem Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Distrito Federal, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraíba.
Até o momento, 59 pessoas foram conduzidas e a PF apreendeu R$ 789.828,50 em bens e valores, dos quais R$ 383.627,50 eram em espécie. Os principais crimes investigados envolvem propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, com foco na compra de votos. A PF ressaltou que os valores apresentados no balanço são preliminares e passarão por validação.