A duas semanas do segundo turno das eleições, o senador Cleitinho, do Republicanos de Minas Gerais, recebeu uma ligação do presidente Lula. O motivo do contato foi o agradecimento do presidente por duas situações específicas: o apoio declarado de Cleitinho ao fim da escala 6×1 e sua defesa da votação da medida antes do segundo turno.
Esse apoio do senador gerou desconforto entre os opositores, especialmente na campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, que tentava impedir a votação do projeto. Apesar de aliados do senador considerarem a ligação como um gesto protocolar, a conversa teve um impacto positivo, melhorando o clima entre Lula e Cleitinho.
A relação entre eles havia se deteriorado na véspera do primeiro turno, quando Lula fez críticas ao senador durante um ato em Belo Horizonte, algo incomum durante a campanha. Na ocasião, o presidente chamou a atenção para o fato de Cleitinho “só ficar postando coisinha no celular” enquanto defendia o voto em Patrus Ananias, do PT.
Cleitinho, que foi eleito governador de Minas Gerais com 6,3 milhões de votos, correspondente a 55,4% do total, teve um desempenho superior ao de Flávio Bolsonaro, que obteve 5,7 milhões de votos (48,2%). Lula, por sua vez, ficou com 5,2 milhões de votos, representando 43,4% do eleitorado mineiro.
Esses números refletem o cenário eleitoral acirrado em Minas Gerais e a importância da articulação política em um momento decisivo da campanha, onde cada apoio pode significar a diferença nas urnas.