A lobista Roberta Luchsinger, que já apoiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarou neste domingo (25.out.2026) ter votado no senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. O anúncio foi feito em publicação no perfil dela no Instagram, na qual também usou as hashtags #flaviobolsonaropresidente e #flavio22.
No texto do post, Luchsinger afirmou que Lula não tem mais condições de conduzir o país. "Na minha avaliação, Lula já não reúne as condições necessárias para conduzir o país diante dos desafios que temos pela frente. É hora de renovação, de novas ideias e de uma política que olhe para o futuro, em vez de permanecer presa às disputas do passado", escreveu. Ela também declarou que votou nulo no 1º turno e que, no 2º turno, optou por Flávio com a expectativa de um novo ciclo para o Brasil.
A lobista é Amiga de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e passou a criticar Lula depois de ser chamada por ele de "pilantra" em entrevista à TV Globo. Uma semana antes do 2º turno, ela concedeu entrevista à CNN Brasil, na qual disse que Lula mente ao afirmar que Lulinha nunca esteve com ministros do governo, que pode estar "esclerosado" ao dizer que não a conhece, que fará delação premiada e chamou o presidente de "canalha".
Em 2.out.2026, Lula chamou Luchsinger de "Vorcaro feminino" e "pilantra". Em 21.set.2026, ela afirmava frequentar o Palácio do Planalto e viajar em voos da FAB. A Campanha de Lula já havia dito, em 28.ago.2026, que fotos ao lado do presidente não indicavam vínculo com a lobista.
A Defesa de Lulinha classificou como "ilações" as suspeitas contra ele, conforme declarado em 27.ago.2026. No mesmo período, a PGR pediu que o caso de Lulinha deixasse o STF e fosse julgado na 1ª instância, e a PF apontou indícios de que a lobista agia em nome do filho do presidente. Em 15.out.2026, o TSE determinou a retirada de uma postagem de Flávio sobre possível mesada a Lulinha.