A defesa do influenciador Gabriel Spalone, detido em São Paulo desde 9 de outubro, entrou com um pedido de revogação da prisão preventiva no Tribunal de Justiça (TJSP). Spalone é acusado de ameaçar e extorquir dois empresários, além de ser suspeito de envolvimento em um esquema que desviou R$ 146 milhões por meio do sistema Pix. Os advogados argumentam que a prisão é "abusiva e ilegal".
O influenciador foi preso por agentes da Delegacia Antissequestro, vinculada ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), da Polícia Civil de São Paulo. O mandado de prisão foi emitido pela Vara Regional das Garantias de Osasco, na Grande São Paulo. A decisão judicial para manter a prisão foi confirmada após a audiência de custódia realizada no dia seguinte à detenção.
Documentos revelam que Spalone investiu em uma empresa de transporte gerida por dois empresários de Barueri, também na Grande São Paulo, embora o montante investido não tenha sido especificado. O influenciador convenceu os empresários a aplicar recursos em criptoativos conhecidos como "Life Coin", que se revelaram ser uma moeda digital fictícia, utilizada para fraudes. Posteriormente, os empresários reconheceram ter sido vítimas de um golpe.
A defesa de Spalone argumenta que ele também foi lesado, com um prejuízo significativo em decorrência da fraude. Os empresários teriam descontado parte desse prejuízo no pagamento da rentabilidade e na participação da empresa de transportes. Spalone não teria concordado com o acordo e alegou estar envolvido em uma organização criminosa.
Além disso, a defesa considera que a prisão preventiva de Spalone "totalmente inaplicável" e nega qualquer associação do influenciador com uma organização criminosa. A suposta conexão de Spalone com uma facção criminosa está sob investigação pela Polícia Civil, que continua a apurar os detalhes do caso.