A WBL Gráfica e Editora, que já arrecadou R$ 6,9 milhões de candidatos que disputam as eleições de 2026, enfrenta um processo judicial por fraude de licitação em Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana de São Paulo. A empresa foi condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e teve seu recurso negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A gráfica atendeu 233 campanhas eleitorais neste pleito, incluindo as de Renan Santos, candidato à presidência pelo partido Missão, e André do Prado, que concorre ao Senado pelo PL. Ambos estão entre os cinco candidatos que mais investiram na WBL, que também presta serviços a outros três postulantes a deputado federal por São Paulo.
André do Prado figura como o principal investidor da gráfica, tendo destinado R$ 608,1 mil para materiais de campanha. A campanha de André do Prado justificou a contratação da gráfica, alegando que a escolha se deu após a análise do menor preço e regularidade da documentação, destacando que não há relação entre a campanha atual e os problemas anteriores enfrentados pela empresa.
Nas eleições de 2024, a WBL Gráfica também foi contratada por José Datena, então candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSB, e por Pablo Marçal, do PRTB. Os gastos de Datena foram realizados através do diretório municipal do PSDB.
A WBL Gráfica e Editora foi condenada por envolvimento em um esquema de corrupção liderado pelo ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Alcir Filló, que chegou a ser preso e escreveu um livro sobre sua experiência na prisão. A empresa afirmou que o processo judicial ainda está em tramitação no STJ, com recursos pendentes de julgamento, enfatizando que a discussão judicial não está encerrada.
Em resposta às acusações, a WBL ressaltou que não deve ser responsabilizada por conclusões que não estejam reconhecidas em decisões judiciais. A empresa afirmou que seus serviços foram prestados de maneira regular.