A ex-deputada federal Carla Zambelli, do PL-SP, está mobilizando uma estratégia jurídica tanto no Brasil quanto no exterior com o objetivo de anular suas condenações proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e evitar sua extradição da Itália. A nova defesa da ex-parlamentar, liderada por Eduardo Maurício, atua em parceria com o advogado italiano Pieremilio Sammarco. Juntos, eles buscam impedir que Zambelli seja enviada de volta ao Brasil, o que, , seria equivalente a "sentenciar sua morte".
Em nota, Eduardo Maurício ressaltou que todos os recursos legais serão utilizados para contestar as condenações, as quais considera ilegais e abusivas. Ele argumenta que os processos enfrentados por Zambelli foram marcados por uma verdadeira perseguição política e que não respeitaram os princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório.
O advogado também enfatizou que, juntamente com Sammarco, está tomando medidas para contestar a segunda solicitação de extradição feita pelo Brasil à Itália. Segundo ele, a falta de imparcialidade nos julgamentos é evidente, especialmente pelo envolvimento dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que, segundo a defesa, estão envolvidos em controvérsias ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Essa situação, , torna o julgamento de Zambelli injusto e viciado.
Em 2025, a 1ª Turma do STF decidiu, por unanimidade, condenar Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. A condenação foi resultado de ações realizadas entre 2022 e 2023, que incluíram a adulteração de documentos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a emissão de um falso mandado de prisão contra Alexandre de Moraes, com o intuito de desmoralizar o Poder Judiciário.
A pena imposta a Zambelli foi de 10 anos de reclusão em regime fechado, além de uma multa correspondente a 2 mil salários-mínimos e a perda do mandato parlamentar. Por sua vez, Delgatti recebeu uma pena total de 8 anos e 3 meses de reclusão, além de uma multa equivalente a 480 salários-mínimos. Juntos, os condenados deverão pagar uma indenização de R$ 2 milhões por danos materiais e morais coletivos.
Além das condenações relacionadas ao CNJ, Zambelli também foi sentenciada a 5 anos e 3 meses de prisão por ter ameaçado um jornalista, apontando uma arma de fogo para Luan Araújo, em São Paulo.